sábado, 24 de novembro de 2012
STF derrota governadores que queriam mudar a regra de reajuste do piso nacional
Esta
decisão da liminar não é definitiva, cabendo ao STF julgar o mérito da
ADI 4.848 em data ainda não prevista. Permanece em pauta o projeto de lei (ou medida
provisória) da proposta de reajuste que
engloba o INPC + 50% das receitas do FUNDEB, conforme apresentado ao
presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, e definido em acordo com
outras entidades como a Undime, a Campanha Nacional Pelo Direito à
Educação e a Comissão de Educação e Cultura da Câmara.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Universidades virtuais
George Bernard Shaw fuzilou: “Desde pequeno tive de interromper minha educação para ir à escola”. Albert Einstein não ficou atrás: “É um milagre que a curiosidade sobreviva à educação formal”.
Nossa sociedade celebra a educação, mas não perde oportunidade para criticar as escolas. E não faltam motivos. O Brasil tem um sistema peculiar. Nossa antiga classe média frequenta colégios privados e universidades públicas, nas quais entra sem objetivos, frequenta sem inibições e sai sem aspirações. Durante quatro ou cinco anos, convive com mestres de imponentes insígnias e pouco apreço à educação.
Nossa nova classe média frequenta colégios públicos e universidades privadas, nas quais entra com algumas ambições, frequenta como pode e sai por sorte. Durante quatro ou cinco anos, convive com mestres que são verdadeiros operários do ensino, com muitas contas a pagar e pouco tempo para se dedicar.
Agora, dizem os sabidos e novidadeiros, a grande novidade é a universidade virtual. Mais uma vez, profetizam, as novas tecnologias vão operar o milagre de transformar água em vinho, pedra em pão. Será?
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Educação Infantil e as eleições municipais
No dia 7 de agosto realizamos uma Assembleia da
Educação Infantil e debatemos o projeto enviado pelo prefeito à Câmara
Municipal que reproduz a emenda 5 do PL 2068/12: O que fazer? Acompanhar a
tramitação do projeto e articular a reapresentação da proposta de unificação da
carreira docente, prevista na Emenda 4, articulada durante a greve? Ou deixar o
novo projeto correr solto, sem intervenção da categoria?
Propusemos que a Educação Infantil deveria procurar
os/as candidatos/as à prefeitura e exigir o compromisso com a unificação da
carreira docente, pois nossa avaliação é que não haverá votação no próximo
período. Afinal, os/as atuais vereadores/as estão nas ruas pedindo voto para a
reeleição.
A atual diretoria defendeu não votar nem a
aprovação, nem a rejeição a esta proposta, assim como não acompanhar a sua
tramitação.
Infelizmente, esta posição foi vitoriosa. Com
isso, perdemos todo o acúmulo conquistado durante a greve com apoio de grande
parte da Câmara à Emenda 4.
Esta posição enfraquece a categoria, pois o
projeto em curso consolida a divisão da carreira docente e dificulta nossa luta
pela carreira única.
Além disso, nos últimos dias, as candidaturas
do Sr. Lacerda e do Sr. Patrus tem procurado insistentemente a militância da
Educação Infantil para participar da elaboração de seus programas de governo.
Diante das investidas, precisamos ter uma ação
coletiva unificada para garantir conquistas para a categoria e não sermos
transformadas em massa de manobra eleitoral. Sabemos que algumas pessoas têm
dúvidas quanto a isso, por isso relembramos o que fizemos em 2008. Naquela
ocasião, realizamos um debate no sindicato convidando todos os candidatos para
apresentarmos a pauta de reivindicações da categoria. No segundo turno, chamamos
uma reunião com os candidatos Leonardo Quintão e Márcio Lacerda. O primeiro
esteve pessoalmente no SindREDEBH, o segundo enviou o seu assessor, Jorge
Nahas.
Logo após as conversas, a campanha do Sr.
Lacerda publicou e entregou em todas as UMEIS aquele panfleto que afirmava o
compromisso com a isonomia salarial, até hoje não cumprido.
Entretanto, destacamos que uma das questões levantadas
na ocasião, a participação das “Educadoras” nas eleições para vice-direção de
UMEIs, não prevista na portaria da SMED, foi garantida, após a visita de uma
comissão da Educação Infantil ao Comitê do Sr. Lacerda, na segunda-feira após o
resultado do segundo turno.
Foi a determinação da categoria que garantiu
que o governo Pimentel, apoiador da candidatura do Sr. Lacerda, implementasse em
2008 o previsto na Lei 9154/06, possibilitando a posse das primeiras educadoras
na vice-direção das UMEIs.
Por isso, nossa proposta é que a Educação
Infantil apresente a sua reivindicação – a unificação da carreira docente - a
todas as candidaturas o mais rápido possível, e exija o compromisso de sua implementação
imediata.
Com isso, assumimos nosso protagonismo, além de
evitarmos a utilização de nossa luta como mecanismo das candidaturas da
continuidade para conseguirem votos da categoria. Neste sentido, devemos
apresentar a todos/as os/as candidatos/as a seguinte proposta:
“Nós, professoras da Educação Infantil da Rede
Municipal de Educação de Belo Horizonte, vimos cobrar de V.Sa. o compromisso da
unificação da carreira docente na PBH no primeiro ano de mandato. Para isso,
propomos:
1. A instalação imediata da comissão para
discussão da carreira docente proposta pelo Ministério Público Estadual, com
prazo para apresentação de proposta até a primeira semana de outubro de 2012.
2. A elaboração de projeto de lei de unificação
da carreira docente a ser encaminhado à Câmara Municipal até o início do mês de
novembro de 2012.
3. A votação de projeto de lei de unificação da
carreira docente até o início do mês de dezembro de 2012.”
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Adiada para 2023 a destinação de 10% do PIB para Educação
fonte: www.auditoriacidada.org.br
A
Comissão Especial da Câmara dos Deputados aprovou, na noite de
26/06/2012, o Plano Nacional de Educação (Projeto de Lei – PL
8035/2010), prevendo que somente no ano de 2023 os governos
federal, estaduais e municipais deverão aplicar, em Educação, recursos
equivalentes a 10% do PIB (Produto Interno Bruto). O PL também prevê
que tal percentual suba dos atuais 5% para 7% do PIB em 2017. Para
virar lei, o Plano Nacional de Educação ainda precisa ser aprovado pelo
Senado e ser sancionado, sem vetos, pela Presidenta Dilma.
Houve
maciça presença de diversas entidades da sociedade civil, que exerceram
forte pressão sobre os parlamentares, em coro, aludindo ao
excesso de recursos destinados aos juros da dívida:
“Tem dinheiro para banqueiro mas não tem para a Educação”
Uma
alteração no texto representa risco de que boa parte dos 10% do PIB
serão cumpridos artificialmente, por meio da contabilização de despesas
com aposentadorias e pensões de servidores
da educação, bolsas de estudo, e até despesas com juros, amortizações e
encargos da dívida da área educacional.
Da
proposta inicial constava que 10% do PIB deveriam destinar-se a
“investimento público direto” em Educação. O texto aprovado alterou
para “investimento público em educação pública”, que abrange outros
gastos, como alerta o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira (página do INEP).
sexta-feira, 22 de junho de 2012
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